| Rodrigo Fiuza |
| Noticias e informações |
| 2010.08.05 20:52:55 | |
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Rodrigo Fiuza, estará no programa Hoje em Dia relantando todos os acontecimentos de sua expedição a Africa.Em Setembro o atleta ministrará palestra na Adventure Fair em Sao Paulo, onde fará lancamento de DVD cultural. Referências: africa | hoje em dia | rodrigo fiuza |
| Rodrigo Fiuza |
| Após um calor de 47 graus no deserto do Sudão, Rodrigo Fiuza é acolhido pela embaixada brasileira. |
| 2010.05.12 18:04:19 | |
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Chegara o dia tão esperado, o embarque no barco que vai para o Sudão. Não aguentava mais permanecer na pequena Assuan, já conhecia tudo na cidade e os dias eram longos e tediosos. Na minha última noite na cidade fiquei super ancioso esperando o dia seguinte. Às 7:30 da manha já estava de pé, me dirigi ao porto para chegar lá as 10 horas conforme havia combinado com o Dr Sallar. Ao chegar ao porto estacionei a minha moto e me deparei com uma multidão de sudaneses e egípcios, o local parecia um grande bazar, as pessoas tentavam embarcar com tudo, desde geladeiras até saco de batatas, inclusive eu me perguntei, será que no Sudão não existem batatas para vender? O embarque foi custoso, é impressionante como esses paises não informatizam as coisas, para tudo que vai se resolver é uma pilha de papel e você não pode perder nenhum, o mais complicado é sempre a moto que dá aquele trabalho para liberar a sua papelada de embarque. Depois de tudo liberado, levei a moto até o ponto de embarque, o navio parecia um “Pau de arara“ sobre as águas... Não lembrava nem de longe o grande navio que usei para fazer a travessia do Mediterrâneo da Itália até a Tunísia. As pessoas se amontoavam e suas mercadorias eram jogadas no porão, a idéia é que não se tem o mínimo controle do que vai... A todo o momento havia brigas de passageiros com carregadores e funcionários, em algumas horas eu me punha em pontos estratégicos para ver estarrecido tamanha confusão. Fui um dos últimos a embarcar, pois tive que esperar praticamente que todos os porões fossem cheios para que eu pudesse acomodar minha moto na parte superior do navio. Já eram 17 horas quando consegui embarcar minha moto. A partir desse momento comecei a ter grandes dificuldades com alimentação, que se estenderam por toda semana. No porto não havia lugar para comprar comida e até aquela altura só havia comido uma caixa de biscoitos e um chocolate derretido. Depois do embarque da moto, entrei no navio. A cena seguinte era inacreditável, as pessoas se amontoavam nos corredores, a poltrona que eu havia pago por ela, não havia mais, já estava sendo ocupada, ali era uma verdadeira luta para se conseguir um lugar para passar a noite. Na entrada do barco você recebe um “ vale refeição”, a minha fome era enorme e mesmo apesar da falta de higiene do local me dirigi ao refeitório e pedi a minha janta. Me serviram uma sopa de grãos, um pedaço de frango e uns pães árabes, eu me pus a comer largando somente os pães, pois na entrada do navio havia visto eles serem tirados da caçamba de uma camionete toda enferrujada e sem proteção nenhuma, a minha sorte é que estava de posse de meus suplementos da Nutrilatina, assim consegui me manter mais forte. Depois de ter enganado um pouco a fome fui procurar um espaço para dormir. Na parte interna do navio, não haviam mais lugares, a visão era impressionante, cheguei a pensar que as pessoas por aqui são tratadas como animais, a cena de mulheres tentando se acomodar pelos corredores sujos no chão, são bem marcantes. Subi para o deck do navio, uma parte aberta ao tempo e por lá já se acomodavam dezenas de pessoas, achei um local mais acima, bem na parte superior. A principio a noite estava linda e a temperatura bastante agradável, consegui dormir no chão usando o meu pequeno cobertor. Durante a madrugada eu conheci aquele ditado que sempre escutei que no deserto o calor de dia é insuportável e a noite o frio também. Acordei com um forte vento batendo em meu ouvido, estava muito frio, coloquei todas as minhas roupas, porem não consegui mais dormir direito. Depois das 4 da manha, fiquei praticamente acordado o resto da noite , torcendo para amanhecer e ver o sol brilhar novamente. O frio da noite já dava lugar ao sol impiedoso e ao calor sufocante, já às 8 da manhã o calor insuportável. Sem ter o que fazer esperei até o navio chegar O Sudão é um país que vive hoje na linha vermelha com os EUA, o país está dentro da lista de países que sofrem com as sanções impostas pelos EUA devido a abrigar uma série de pessoas consideradas terroristas. O sul do país é cristão e briga com norte, Islâmico, para conseguir sua independência além do governo de Karthoum está sendo acusado por genocídios pela ONU na região de Darfour no oeste do país. No inicio da tarde já estávamos chegando em Hallfa, um impressionante povoado no meio do deserto, essa pequena vila porém recebe alguns estrangeiros que como eu atravessam do Egito para o Sudão. Tinha que dormir um dia no povoado, pois a minha moto só chegaria no dia seguinte. No porto peguei uma lotação que era um velho jeep, que não passava de 40 por hora e que percorreu os Logo na chegada, fiquei meio assustado com o local, a cidade possuía 2 hotéis, eu estava doido para tomar um banho, porém nenhum dos dois hotéis possuíam água. O recepcionista me levou até o quarto, um corredor todo construído de barro, aliás areia, e quando abriu o quarto não havia nada, eu perguntei a ele, onde iria dormir? Ele me esclareceu que o quarto servia para guardar as mochilas, e em seguida ele me puxou uma pequena cama feita com molas e um colchão em cima para frente do quarto e me avisou que ali todo mundo dormia fora dos quartos, pois o calor dentro era insuportável. Como não tinha outra opção fechei o negócio. A noite foi caindo e me dirigi até o pequeno centro, os três restaurantes servem comida e bebida não alcoólica e a principal atração fica por conta da competição dos restaurantes que colocam televisões para fora do estabelecimento e as pessoas disputam as cadeiras que ficam enfileiradas para assistirem alguns programas. Logo depois que comi algo, voltei ao hotel e me acomodei em minha cama e sem conseguir tomar meu desejado banho tratei de dormir um pouco. No dia seguinte logo cedo fui até o porto. O ruim de viajar de moto é quando se tem que passar pelas fronteiras, colocar um veículo estrangeiro em alguns países te causa uma boa dor de cabeça e stress. Essa minha viagem pela África está sendo muito penosa, pois os países são pequenos, então as vezes entro, fico 5 dias e já estou indo para outra fronteira. O impressionante é como alguns países não tem o mínimo de informatização e nos dão uma pilha de papéis com escritos em árabe e temos que guardar todos até a saída do mesmo. No Sudão não foi diferente e a rotina de stress foi a mesma, a sorte é que consegui contratar um despachante que agilizou bastante as coisas para mim. (A estrada que liga Halffa a Karthoum, foi construída por Osama Bin Laden, o saudita morou por 6 anos em Karthoum e ainda mantem celúlas da Al Quaedda no país) No inicio da tarde já estava com minha companheira, então coloquei o pé na estrada. Um capítulo a parte começava em minha carreira de aventura... A estrada foi se tornando cada vez mais insólita, nenhum carro passava e o enorme deserto que eu achava que iria sumir, estava se mostrando mais vive que nunca. Após rodar Os km seguintes não foram diferentes, nada para comer, nenhuma cidade, e para meu desespero a noite caiu, eu estava com bastante sono e meu pensamento agora era encontrar algum local para dormir. Dirigir a noite por aqui é bastante perigoso, vários são os animais que cruzam a pista, como camelos, cabritos e pequenos burrinhos. Depois de ter rodado Durante esse trecho se passa pelo trópico de Câncer, devido a esse motivo, Karthoum se torna uma das cidades mais quentes da África, e foi com o sol das 13 horas que eu chegava exausto na capital sudanesa. Meu destino seria a embaixada do Brasil, pois precisava pegar o visto do Kenia. Eu estava já tonto e meu corpo não segurava mais na moto, não tinha mais forças, juntou a fome de 4 dias com o calor de inacreditáveis 47 graus com o asfalto escaldante e o calor subindo do motor da moto. Meu raciocínio não respondia, não estava conseguindo pilotar mais direito, o transito confuso da cidade não me deixava localizar a embaixada. Depois de mais de 2 horas rodando vejo a bandeira brasileira no alto de uma casa. Arrastado eu entro em nosso território no Sudão, todos da embaixada aparecem e me oferecem água, comida e uma acolhida que eu estava precisando. Depois de ter conseguido repor minhas forças, fui acolhido na casa de um funcionário da embaixada, é deste local que escrevo emocionado este depoimento. Passarei dois dias na casa de um membro da embaixada do Brasil e assim que tiver meu visto do Kenia nas mãos, sigo meu destino. A esperança é que os dias melhorem, uma vez que as areias do deserto do Sahara estão ficando para trás. Neste depoimento segue meus sinceros agradecimentos a todos os funcionários e ao embaixador do Brasil no Sudão Do Sudão – Rodrigo Fiúza. Referências: |
| Rodrigo Fiuza |
| As dificuldades de Assuan |
| 2010.05.10 15:25:47 | |
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Saindo do Cairo meu destido seria a cidade de Assuan, no sul do Egito , a cidade é a unica fronteira aberta entre o Egito e o Sudão, porem não existem estradas para seguir , a única opção é pegar um Ferry que navega pelo rio Nilo, passando pelo lago Nasser.
Referências: |
| Rodrigo Fiuza |
| Rodrigo Fiuza chega ao Cairo e parte em direção ao Sudão |
| 2010.05.07 17:16:09 | |
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Achei que o Egito por ser um pais extremamente turistico seria menos burocratico o acesso de turistas. Logo no posto de imigração meu passaporte foi carimbado e fui ao setor de custom. Não imaginaria o tamanho do problema que teria a partir daquele momento para a entrada de minha moto.
Referências: |
| Rodrigo Fiuza |
| Após dificuldades - Rodrigo Fiuza chega a Tripoli |
| 2010.04.29 04:32:30 | |
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A estrada em direção a Lybia é toda cercada pelo grande Sahara, a todo momento encontramos pessoas vendendo gasolina em “postos” improvisados na beira da estrada, eles vendem galões de ate 20 litros de combustivel, o mesmo é oferecido para os veiculos que vão em direção ao deserto. Na fronteira da Lybia, passei um dos piores momentos ate agora. Sabia das dificuldades de entrar no país, mas não imaginava que seriam tantas. Na borda de um dos países mais fechados do mundo , ficamos 7 horas parados. Nosso passaporte passava de mãos em mãos ate que sumiu para dentro de uma grande casa, poucas as pessoas por ali falavam o Ingles. De vez em quando alguem aparecia e falava “so mais 10 minutos”, esses foram os 10 minutos mais longos de minha vida. A toda hora me era feito um interrogatorio, perguntas como se já estive na Syria, Libano e Israel foram frequentes. Pude sentir que a presença de estrangeiro naquela fronteira era uma coisa rara, pois, mesmo os oficiais que ali trabalham não sabiam como agir em relação a gente. Depois de telefonemas para Tripoli, tivemos que contratar uma agencia de turismo local para que assumissem a responsabilidade sobre nós, algo como uma garantia que iremos sair...... tive que fazer um deposito em dinheiro com a promessa que o mesmo será devolvido na fronteira seguinte. Só assim conseguimos a liberação dos vistos. A segunda etapa, foi ainda mais demorada, a liberação das motos. Eu nunca vi nada igual, foi feito um pequeno livro com cerca de 10 folhas , que aqui eles chamam de carnet. Outra atitude bastante diferente e que pela primeira vez presenciei , foi a entrega de uma placa arabe, a mesma foi colocada em minha moto. No momento estou rodando em um veiculo com placa da Lybia. O valor cobrado pelo serviço saiu em torno de 300 dolares..... A espera foi tanta que vale a pena registrar que o mesmo lanche que é servido para os oficiais, foi oferecido para gente na fronteira. A todo momento eu reclamava de fome e no local não havia nada para comer. A nossa saida so foi liberada as 17 horas. Ja havia sido avisado na fronteira, e pude verificar o perigo de se pilotar neste país. Não existe limite de velocidade por aqui, os carros ultrapassam nas estreitas estradas, fazendo com que o veiculo que vem no outro sentido tenha que encostar no acostamento. Com o tempo fui percebendo que os veiculos piscavam farol e entravam na pista contraria , o outro na direção contraria ja entendia a ação e entrava para o acostamento. Resultado, eu andava com a minha moto quase o tempo todo no acostamento.... Tive uma grande surpresa quando parei para abastecer e registrei que o litro da gasolina aqui custa o equivalente a vinte centavos de real. Preço assim eu so havia visto no Irã , onde consegui encher meu tanque com apenas 1 real. Descontraido, o frentista me falou que gasolina aqui era mais barato que água. Já havia sido avisado na fronteira e pude constatar outra atitiude mirabolante do coronel Kadafi. Com o intuito de valorizar a lingua arabe e tambem para assustar os turistas estrangeiros, todas as placas e informativos da Lybia são em arabe ( sem excessões). Na estrada tive que fazer uma cola do escrito Tripoli em arabe e ir acompanhando as placas, pelo desenho que havia feito. Na chegada a Tripoli, a dificuldade foi achar pelo hotel, a cada esquina tinha que parar e perguntar para alguem sobre o nome da rua uma vez que as placas indicativas eram so em arabe, tive grande sorte quando um motorista me falou que me levaria ao local que eu procurava. Quando o simpatico motorista me deixou eu estava no centro de Tripoli, uma grande praça chamava a atenção, em todos os cantos eu via grandes banners com a imagem do coronel Kadafi com a curiosa bandeira da Libia. A bandeira do fechado país é somente uma faixa verde, sem nenhum detalhe e nada escrito, segundo eles o significado é : “nada precisa ser escrito, ALLAH já diz tudo”..... A frase é realmente certa para o povo local, a toda hora mulheres de véu e burca cruzam as ruas, e diferentemente da Tunisia onde eu passava pelas ruas e as pessoas e comerciantes me chamavam , aqui ninguem nem olha para sua cara , as tradicionais mulheres cobrem seu rosto com seus véus ao verem a minha aproximação ou de algum estrangeiro. A internet é extremamente lenta, por motivos profissionais escolhi um hotel melhor para hospedar - me, preciso enviar as imagens para Tv no Brasil. As dificuldades aqui com internet são um absurdo, um video que no Brasil demora 10 minutos para ser enviado aqui se gastam 3 horas. Diversos sites são bloqueados o acesso como o tradicional You Tube. Fiquei em Tripoli por dois dias enviando imagens e conhecendo suas vielas e povo. Parto em direção ao Egito onde terei que enfrentar 2 mil Km atravessando o deserto do Sahara. De Tripoli- Rodrigo Fiuza Referências: |
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